28.11.09

;)

toma-se um sentido impróprio para consumo imediato
dá-se preferência à ciência oculta do amor
onde se absorvem os detalhes minúsculos do toque e do sabor da pele
e se deixa o coração oscilar livremente sem as amarras da razão
começam os vidros a embaciar com a intensidade da respiração
é quase de manha e nem se dá pelo tempo a passar
restam os vestigios do incenso ardido e da vela queimada
indícios de que alguém passou a noite a pensar

16.11.09

......,

hoje chove la fora,
como se de repente o ceu percebesse a tristeza e a melancolia que ostento
as estrelas compactuam com o meu silencio,recusando-se a brilhar aos olhos do mais comum dos homens,
ficando a propria lua,astro-rei nocturno de vigia como um cao atento a qualquer uma,estrela,que desobedeça a uma compaixao forçada
hoje,dava-me jeito um ombro amigo e uma musica triste...
que o mundo se esquecesse que existo e que eu proprio esquecesse que vivo...
seria tudo mais simples se ao abrir da janela surgisse uma fada sininho que de repente me fizesse levantar o pes do chao e voar ate a terra do nunca
para que nunca mais lembrasse da existencia da tristeza do coraçao
hoje tudo o que tenho nao passa afinal duma vela quase ardida e uma garrafa de vinho...

14.11.09

para a filipa...

fica bem ,relaxa descansa e rejuvenesce.....amanha os desafio n serao menos e os teus ombros n serao maiores para os suportar,....em todo o caso sempre podes contar com uma maozinha minha.

9.11.09

eu ja nao sou eu

eu,...já não sou eu...
o mundo que em meus olhos se afoga,
se deforma sob ondas distorcidas e sons confusos
tornaram-se estranhos os sabores e paladares
difusos do que se lembra a memória...
eu,...já não sou eu...
sou como que apenas um vazo vazio,cheio apenas da minha etílica alcoolémia

eu,...já não sou eu...
uso abusivamente do pó que me eleva e faz sonhar
criámos laços que não quero nem pensar em quebrar
relação amor-ódio! de duração perpétua enquanto eu durar.
eu,...já não sou eu...
sou apenas um sorriso ilusório
que me impinge a perpétuação do meu vicio.

eu,...já não sou eu...
sou apenas aquilo que os outros desejam
não sou mais que modas efémeras
vontades passageiras e fraquezas mentais
vontades sociais
injectadas forçadamente nos meus genes
eu,...já não sou eu...
morri e tornei-me apenas mais um zombie da sociedade...

hmm,.....mais um sem titulo....

tenho medo de respirar por uma vez mais que seja
e dessa forma,alimentar o meu maior traidor
talvez não da comida e energia que precisa
mas do ar que respira para viver
tenho medo de alimentar a sua capacidade de sonhar,mesmo que o não queira
deixo-o(ajudo-o...) a sobreviver....
deixo que se alimente de mim
como um parasita
sem nunca ter a força p'ra largar esta vida de mero hospedeiro traido
tenho medo de me dirigir a ti, alma do meu ser
a ponto de perder a voz e me engasgar na entoação
parece que prefiro chorar pelos cantos e esperar que morras
traidor coração

...........

Ainda assim
Sinto-me seduzido
Induzido a experimentação
E ao vicio
Ao prazer inevitavelmente
A dor com toda a certeza
E no fim?
A toda uma repetição
Uma e uma e outra vez
Como se nunca fosse totalmente saciado
Ou mesmo se saciado, ainda que por momentos,
Quisesse ainda mais
Pecando pela gula
Uma gula por ao fim ao cabo, por ti
Pelo que és
Por quem és
Pela repercussão que em mim produzes:
És a acção da minha reacção
Suscitando delírios e divagações
E com tudo o que escrevi e pensei,
Ainda assim,
Não fui capaz de dizer nada